GUARDAR AS LUAS
GUARDAR AS LUAS
*
Todos os dias
as mãos se lhe enchiam
de luas e pães
comprados no café da esquina.
*
Eles,
os pães,
porque as luas lhe nasciam
das asas dos pássaros
quando se demoravam
sobre as reflexões
e dos olhos
dos que se cansavam
de a entender
*
Eram luas e pães
multiplicados
por somas de ausências,
mas eram
e ninguém negaria
a concretude da sua inexistência.
*
Maria João Brito de Sousa - 07.01.2011 - 16.25h

E eu te peço _ tu que tanto amavas repousá-los
ResponderEliminarCom a luz clara do teu olhar sem martírios _
Não os prendas à angústia triste do teu pranto.
Silêncio...silêncio...Beija-os ainda e vai...
Deixa-os fitando eternamente o céu.
O que o impele a dizer, olhando para o mundo, para os que sofrem ao seu lado:
Aos que vêm a nós cheios de angústia
Mostrando a chaga interior sangrando angústias
E eles lá se vão sofrendo mais.
Vinicius de Moraes
Um beijo
M. Luísa
Assim o farei e muito obrigada pela tua citação de Vinicius!
EliminarComo tens estado, Maria Luísa? Ainda no Brasil?
Não consegui visitar ninguém - ou quase ninguém - ontem. Agora tenho tido o trabalho acrescentado de "desentupir" a minha caixa de correio do Gmail que recebe os comments da maioria dos sites com os quais mantenho contacto... há imensos que eu me vejo obrigada a excluir sem ter tido tempo para lhes deitar uma olhadela...
Abraço grande!