BOTÕES DE MAIO


 


Não eram botões de Maio


Nem estrelas, nem sóis, nem luas,


Nem cometas, nem quimeras…


Foi tão só um papagaio


Subindo destas mãos nuas


Sem a bênção de uma espera…





Foi capricho de um destino


Que levava atrás de si


Sem que a razão mo pedisse,


Corpo e alma de um menino


Que partiu assim que ouvi


O que essa voz me não disse…





Foi num Maio em mil botões


De mil rosas por florir,


Sem promessa de raiz,


Na pior das solidões,


Sem a esperança de um porvir,


Sem perceber que mal fiz!


 


 


 





Maria João Brito de Sousa – 07.01.2011 – 18.15h


Comentários

  1. Fico sempre encantada com estes seus poemas.
    Beijinho

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    Respostas
    1. Mas este, confesso, ainda era uma queixa... ou não, mas foi uma descrição muito mais real do que possa parecer...
      Pois, ainda bem que eu deixei ficar data e hora! Escrevi-o na sexta feira, mal cheguei a casa...
      Bjo gde!

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