ILAÇÕES E OUTRAS BANALIDADES


 



Nunca tirando ilações


De ilações que outros tiraram


Sem que eu soubesse porquê,


Vou tomando as decisões


Que em acções se transformaram


Sempre que um de vós me lê…





Das acções – estes meus gestos


dos rituais de uma escrita –


Nascem sonetos, sextilhas


E toda a espécie de textos


Numa sequência infinita.


Todos eles pequenas ilhas,


Todos eles quais mares sem fundo,


Todos eles sempre girando


Como gira este planeta…


Quantas vezes não confundo


Os versos que vou rimando


Com a cauda de um cometa?





Tanta metáfora vejo


Em tudo aquilo que crio,


Como podeis comprovar,


Que outras coisas não desejo


- e em mais nenhuma me fio… -,


Dessas, banais, que encontrar…


 


 







Maria João Brito de Sousa

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