PARA QUE CONSTE
Para que conste;
Eu tenho veias, carne
E sonhos como os vossos
Mas jamais escreverei
Sobre estrelas
Que não tenha conhecido desde sempre
Um longo esteio de velas desfraldadas
Nos murmúrios de um imaginário-racional
Precede o olhar com que contemplo o mundo
Para vo-lo devolver um pouco menos mau
Não aceito,
Para que conste,
Que um único de vós me acuse de um ócio
Engendrado por mentes saciadas
[muito embora inconscientes
da sua futilidade]
Para que conste,
Produzo
Tanto ou mais
Do que as mãos de outro qualquer
E consumo
Invariavelmente menos
Do que o corpo ou a mente
Da maioria de vós
Para que conste,
Por vezes as tardes doem-me
Como folhas de Outono
No mármore do tempo
Mas nenhum medo me conquista o estro
Enquanto acreditar
[PARA QUE CONSTE]
Maria João Brito de Sousa – 23.10.2010 – 23.14h
Na fotografia - Eu, ao colo da Aurorinha.

Querida poetisa João Brito de Sousa , eu custei a achar como deixar uma mensagem a sua distinta pessoa, mas achei e aqui deixo meu carinho ao ler seus belos versos, que recanto acolhedor, meus PARABÉNS, aprecio muito ler seus versos, com afeto sua amiga aqui distante, mas pertinho do seu coralçao,Efigenia
ResponderEliminar:) Olá, querida e ilustre amiga! Peço desculpa. Sou a culpada das suas dificuldades em comentar este blog pois tenho a mania de fazer metáforas com tudo e mais alguma coisa... ainda por cima encontrou-me num poema que exprime alguma zanga... peço desculpa, mais uma vez. Não é meu hábito andar tão agressiva, mas acredite que tenho tido bastas razões para andar um bocadinho zangada com alguns acontecimentos do meu dia a dia... não na blogosfera, mas na vida real. Às vezes, muito de quando em quando, felizmente, sai-me qualquer coisa menos amável e mais centrada em mim mesma.
EliminarPeço, também, desculpa por ter sido menos assídua nas visitas e nos envios de poemas para a nossa Academia, mas eu devo ser mesmo muito lenta... ontem não consegui responder nem a metade dos meus mails e, quando dei por isso, já o Centro estava a encerrar...
Muito obrigada pelas suas palavras e pela visita que tanto me honra!
uM ENORME ABRAÇO!
M. João