OBRAS NO TELHADO...


 


 


O telhado deste prédio


Ficou todo esburacado;


Faz chuva, chove cá dentro…


Eu não tenho outro remédio


Senão deixar que o telhado


Me dê conta do talento…


Foram horas, vão ser dias,


Tanta canseira… eu só espero


Que o telhado fique bem,


Que não dê mais arrelias…


No fundo, aquilo que eu quero


Todos vós o quereis, também…




Um chapéu de viga e telha


Toda a casa tem de ter


Pr`a se tornar habitável…


Mas se a casa já está velha


Pode sempre acontecer


Poder ser inevitável


Fazer furos, repor vigas,


Mudar telhas e caleiras,


Reforçar aqui e ali…


Se as nossas próprias barrigas


Também nos trazem canseira...


Ao menos casa… eu escolhi!


 





Maria João Brito de Sousa – 02.09.2010 – 11.47h


Comentários

  1. que belo poema!! e todo ele muito certinho!! gostei de ler.... quem me dera saber rimar tambem!!

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    1. Obrigada, Avó Sandra. Mas as obras estão para durar e eu nem sequer tenho podido vir trabalhar online. Limito-me a criar poesia sem a publicar. Hoje foi a excepção, mas amanhã volto ao castigo...
      Abraço.
      PS - Estes poemas, de sete sílabas métricas, são as Redondilhas.

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