LÁ LONGE...
Porque lá longe,
Aonde nunca os via,
Eram meras silhuetas esfumáveis
Ao mais pequeno sopro da vontade
Aí, aonde perfeitamente
O presente os colocara
Talvez viessem a poder salvar-se
De serem contemplados
Com os olhos lúcidos
De uma inevitável avaliação
Execrava
Qualquer tipo de manipulação
Abominava
Todas as duplicidades
De que os fracos necessitam
Para poderem sentir-se fortes
[mesmo que nunca o reconheçam
e se acreditem bem intencionados]
Por isso,
Lá longe,
Onde a sua piedade os colocara
Seria sempre
O único local possível
Para os proteger
Da sua própria estupidez
Segundo o olhar implacável
Da lucidez de um julgamento imparcial
Maria João Brito de Sousa – 26.09.2010 – 12.35h

Comentários
Enviar um comentário