AONDE A RAZÃO TE NÃO RESOLVE

Sinto-te


Aonde a razão te não resolve


E o silêncio te desenrola


As infinitas páginas


De um tempo universal


 





Vejo-te


Como se não fosses


Ou fosses


Mas, não sabendo,


Te limitasses a estar


 





Oiço-te


Como se a tua essência fosse o som


E som


Fosse tudo o que tu és


 





Se te não sentisse,


Se te não visse,


Se em vez de te ouvir


O silêncio


Te pintasse de tons invisíveis


E a razão te explicasse





Se não estivesses mesmo…


 




De onde me viriam estas minhas palavras?




 


 






Maria João Brito de Sousa – 27.08.2010 – 00.14h

Comentários

  1. Ogrande sentidos do Ser, sendo o Sentir a grande ferramenta do poeta.

    Está lindo

    Abraço.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Vera.
      Estou agora a reparar que as minhas tags estão menos desarrumadas... não me lembro de ter feito nada para as arrumar... deve ter sido fruto desta última modificação de fundo que o sapo fez... e tantas "gralhas" nas próprias tags! Se um dia me ponho a corrigir todas as gralhas, acho que passo o resto da minha vida a fazê-lo :))
      Abraço grande!

      Eliminar
  2. Deixo este comentário para dizer que eu realmente gosto do jeito que você escreve. é por isso que eu visito o seu blog muito. Mantê-lo!

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares