SOLIDÃO
Fecho-me em solidão.
Sei lá porquê!
Há dias em que o céu me sabe a pouco
E as ondas salgadas
Não fazem outro sentido
Que não esse mesmo sentido
De serem ondas
E serem salgadas.
A velha e doce solidão
Tem a vantagem
De estar sempre à disposição
Das minhas indigestões de quotidiano
E abre
Cortesmente
A porta
Às pequenas alegrias
Que virão mais tarde …
Além do mais,
Quem disse que a solidão
- essa que dizem, magoa… -
Poderia existir
Depois dos poemas que ainda não morreram?
Maria João Brito de Sousa – 19.07.2010 – 19.47h

Mª. João
ResponderEliminarTu acreditas no que escreves, te conheces, sabes do teu valor.
E então tens fé num tempo que há-de vir e talvez não te encontre,
mas encontra os teus versos.
Eu, referindo-me a ti, acredito por ti e pelo que escreves.
Acredito no teu futuro, mesmo distante, ou não!
Eu acredito mais no que não vejo,
do que nas coisas que vejo.
E nesse acreditar, acredito em ti!
Mª. Luísa
Mas eu também acredito naquilo que faço, amiga. Desculpa só voltar agora, mas a reunião foi demorada e, a seguir, fomos almoçar fora.
EliminarDizia eu que acredito no que faço e sempre acreditei que o tempo e o mundo não acabam quando eu morrer... penso que fui criada entre pessoas que tinham esta mesma perspectiva em relação ao mundo e à vida. É por isso que eu escrevo sempre. Por acreditar nisso, funciono de uma forma diferente da grande maioria... não trabalho por e para uma gratificação imediata.
Parece que não entendes o que pretendo dizer, ou sou eu que estou muito cansada? Sou eu!
EliminarTu acreditas na Net - eu não acredito!...
Desapareci (quase) do sapo e apareceram 18 amigos, ao último poema.
Um abraço,
M. L.
Não acredito particularmente na net, amiga, mas tenho a certeza de que vai ser o mais importante veículo de comunicação de um futuro muito próximo... e temos o dever de deixar nele alguma coisa que, num futuro mais distante, não deixe uma péssima impressão da humanidade contemporânea. Já tivemos esta conversa quando nos debruçámos sobre os blogs, lembras-te? Nós estamos constantemente a "fazer História", amiga. Todos nós. Eu tenho isso como um dado adquirido, desde a minha adolescência. Tudo o que fazemos, dizemos e fazemos passar, enquanto mensagem, poderá vir a ser muito importante na construção das gerações vindouras.
EliminarMª. João
EliminarEu reconheço a tua razão. Reconheço e acredito, mas por mim,
não sinto.
Talvez um dia sinta! Quem sabe?
Bom fim de semana.
Mª.Luísa
Não sentimos - nem poderiamos sentir devido à nossa complexidade - todos da mesma forma. A solidão, para mim, é uma maravilhosa conquista e só ela me proporciona a Poesia. Mas não tem rigorosamente nada a ver com o facto de eu me poder sentir só. Eu gosto de estar só... logo nunca me sinto só :)
EliminarAbraço grande.