MONO-DUPLICIDADE...




Em todo e cada Poeta


Existe uma eternidade


Que a si mesma se completa


Em mono-duplicidade





Assim, desfolhando rimas


Como quem espalha sementes,


Semeia e colhe obras-primas


De versos inconsistentes,





Desdenha as cordas que o prendem;


Mesmo ferido, não desiste…


[poetas nunca se rendem


enquanto um verso persiste!]





Na mono-duplicidade


Que a si mesma se completa,


Existe uma eternidade


Em todo e cada Poeta!


 





Maria João Brito de Sousa


 

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