MÃOS, SERENAS MÃOS...
Mão serenas - tão serenas… -
Que vieram de tão alto
Para sofrer duras penas
Nesta imensidão de asfalto…
Mãos capazes de moldar,
Do barro, outro homem qualquer,
De construir, de sonhar,
De criar até morrer…
Mãos, luminosas candeias
Em noites mansas de Verão,
Tecendo o fio das ideias
Desta humana condição…
Mãos fortes, sendo incapazes,
Contudo, de um gesto brusco,
Mãos sensíveis, mãos audazes,
Onde me encontro, se o busco.
Mãos feitas de porcelana,
De prenúncios de desejo…
Mãos acesas como a chama
Destes olhos com que as vejo!
Maria João Brito de Sousa – 27.06.2010 – 19.58h

Mãos abençoadas que fazem poesia desta beleza Maria João um imenso beijinho.
ResponderEliminarObrigada, Alice! Um beijinho também para ti!
EliminarLinda poesia Maria.
ResponderEliminarFiquei encantanda.
Araço.
Obrigada, Vera. Ultimamente têm-me nascido muitos poemas em redondilha maior, nem sei muito bem porquê...
EliminarO teu perfil, agora, está privado. Há algum problema contigo?
Abraço grande!
Oi Maria
EliminarEu o privei sim. Eu preciso fazer um registro do blog. Sabe como devo proceder? Quero ter um registro do blog. Pode ser até por aí mesmo já que meu blog é do sapo. Como fazer?
Pode me ajudar?
Pode mandar-me e-mail esclarecendo. Por enquanto meu blog vai ficar privado até eu resolver esta questão.
Abraço.
Não sei dizer-te como, Vera... penso que terias de registar todos os teus poemas num organismo estatal que não conheço, no teu país. Por cá, pelo menos com os livros, é necessário registá-los no IGAP (Inspecção Geral das Actividades Culturais) e na SPA (Sociedade Portuguesa de Autores)... não sei se já está a funcionar com a produção literária online, mas é o procedimento comum com todas as obras de caracter cultural. Penso que não existe outra forma.
EliminarAbraço grande!