ESTA MINHA DESPENSA...
Destas mil coisas que arrumo
Nas prateleiras da vida
- sempre metodicamente –
De três quartos, perco o rumo
E, em querendo estar prevenida,
Deveria ser diferente…
Mas sou poeta! Afinal
Tenho sempre bons motivos
Para estes meus desnorteios…
Numa despensa normal
Costuma haver aditivos
Pr`a proteger o recheio…
Esta despensa, porém,
Vai-se enchendo das ideias
Com que construo os poemas
E, às vezes, fica também
Cheiinha das mesmas teias
Que aos outros causam problemas…
Maria João Brito de Sousa – 04.07.2010 – 19.50h

Mª. João
ResponderEliminarPor mais que se limpe a "Despensa"- mesmo todos os dias - ela se enche de teias e não agrada a toda a Gente!...
Ancestral, como o mundo que no fundo, bem no fundo, ou mais à superfície, não evoluiu.
.
Maria Luísa
É bem verdade, amiga. Tenho uma novidade para ti; este blog vai - já está - passar a publicar "um poema por dia", enquanto Deus assim o quiser. Apaixonei-me pelas redondilhas e crio-as aos montões, como aconteceu com os sonetos em Abril de 2007... mas os sonetos continuarão! Arranjei maneira de ter ainda mais trabalho, mas não me importo! Acho que tenho alguma "obrigação" de redimir as redondilhas e dar-lhes uma nova dimensão na Poesia... "acho" porque me apaixonei por elas, de repente, aqui há uns tempos, sem saber explicar porquê. O que eu sei é que este blog vai começar a publicar diariamente!
EliminarAbraço grande!
Mª. João
EliminarBoa decisão! E assim as teias se dissipam
e tudo volta à forma activa.
Gosto de redondilhas!Eu que sou "Livre"...
Quanto à minha "Vela" já a encontrei a Primor.
Obrigada,
Maria Luísa
Eu, durante o fim de semana, fiz dezenas de poemas... alguns sonetos, muitos poemas em redondilha maior e dois ou três pós-modernistas.
EliminarVamos a ver se consigo publicar um de cada...
Abraço gde!