EU FAÇO SEMPRE O QUE DIGO E DIGO SEMPRE O QUE FAÇO


 


Amigo, eu sei o que digo


E digo sempre o que faço


Por isso, se és meu amigo,


Não queiras torcer-me o braço!


 


Acredito na procura,


Na transcendência da vida,


Na lucidez da loucura,


Na pequenez da medida,


 


Na arquitectura das horas


Do misticismo ao pagão,


No canto de aves canoras,


No mito de Eva e de Adão.


 


Creio, amigo, ter explicado


Os riscos que irás correr


Se acaso fores tão ousado


Que me tentes conhecer…


 


Mas em verdade te digo


Que digo sempre o que faço


E, se queres ser meu amigo,


Não tentes torcer-me o braço!


 


 


Maria João Brito de Sousa – 27.06.2010 – 21.03h

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