PALAVRAS

 


 


 


Vive o teu silêncio


à flor do que não esqueces,


dizia-me.


 


Eu sabia


das coisas por detrás das palavras


e sorria-lhe de dentro das letras que vestia de negro.


 


De todas as palavras


que jamais nasceram


só as do papel me sabiam a verdades.

Comentários

  1. Tu sabias das coisas que não dizias,
    tu sabias,
    as memórias te contavam.

    Mas as verdadeiras palavras
    tu não dizias
    as vestias de negro
    e as escondias.

    As do papel se rasgaram
    Em mil pedaços,
    Não existiam.

    Mas só as da memória,
    Foram e são
    As Verdadeiras...




    Gostei,

    Beijos, Mª. Luísa

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    1. Obrigada, minha querida Maria Luísa. Estou contente por saber que estás melhor e que iniciaste a fisioterapia.
      Vamos "cavaquear" um bocadinho? Acabo de descobrir, no Jornal de Oeiras, um retrato publicitário da minha estomatologista! Fiquei toda contente porque eu acho mesmo que ela é uma excelente profissional e uma pessoa de infinita humanidade. Acho que sou como os miúdos pequeninos, nestas coisas... fico toda contente - e gosto de o partilhar - por qualquer coisinha! :)
      Respondes-me com um dos teus belos poemas e eu ando numa fase muito pouco inspirada, acredita... sei que é só uma fase, que este meu espontaneísmo natural há-de voltar, mas tenho alguma pena de não te responder com um poema... mas tu desculpas, não desculpas?
      Beijo grande!

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  2. Mª. João

    Os teus sonetos
    são sempre ricos ,

    ninguém se atreva a emendar!

    Sabes, sinto os comments a falirem, nos m/ poemas.
    Não é a mesma coisa. isso me pertuba.
    Li algures, há pouco tempo que a falta de comments, mata o blogs.
    Que tens a dizer?

    Com amizade,

    Mª. Luísa

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    Respostas
    1. Não sei, amiga... mas o teu Prosa Poética tem imensos comentários! Não te preocupes demasiado, deixa fluir... eu já tive muitos dias sem comentários e o blog lá se vai aguentando... eu é que estou numa fase muito má em termos de inspiração. Quase não tenho escrito...
      Obrigada por achares que os meus sonetos são sempre ricos. Pareceu-me que o Talvez estava genuinamente interessado em compreender o sentido que eu queria dar àquele verso. Não fiquei nada aborrecida.
      Um grande abraço.
      PS - Hoje tive uma palestra informal sobre coroas de soneto clássico e, depois do almoço, fui estudar um pouco com aquele amigo que me costuma acompanhar nos estudos, por isso estou tão atrasada.

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