AS ASAS DOS PÁSSAROS INVISÍVEIS
De vez em quando
Descobrimos que as coisas nos descobrem
E que as descobertas
Cabem no punho fechado dos meninos
Acabados de parir.
De quando em vez
Descobrimos que a vida tem sabores
Iguaizinhos aos dos gelados
Da nossa infância
Acabada de revisitar
Porque todos os dias
Há pássaros de asas invisíveis
Que vêm contemplar-nos o sono
E adormecem nas esquinas
De um pesadelo que não chega a nascer.

O pesadelo não chega a nascer,
ResponderEliminarele já existia antes de nascer
Tu não o vias,
mas o pressentias
e dizias
e querias acreditar
que ele não chega a acordar.
Mas acorda,
ele já existia
antes de nasceres.
Isto é uma resposta
ou tenta ser,
ao teu dizer...
Maria Luísa Adães
Olá, minha querida amiga. Eu vinha muito alegre, esta manhã, mas confesso que, neste momento, me sinto triste... uma das senhoras que costumam almoçar comigo no Centro Paroquial, morreu subitamente. Eu sei que era uma senhora ainda bastante nova em relação à média dos utentes do centro e embora estivesse em tratamento por doença do foro mental, não parecia nada estar à beira da morte.
EliminarDesculpa... isto vai assim, de rajada e a despropósito das tuas palavras cantantes e amáveis, mas eu tendo sempre a falar daquilo que me está a impressionar no momento... e a morte desta senhora impressionou-me mesmo. Desculpa, Maria Luísa. Desculpa e muito obrigada por teres vindo dar uma voltinha no meu comboiozinho de que eu tanto gosto, embora aparente ser muito mais "apagadito" do que o poetaporkedeusker.
Bjo.