PINTADO DE FRESCO
Pinto de branco o cansaço
Da minha essência lunar
E, em tudo aquilo que faço,
Ponho um raio de luar…
Pinto de fresco e pintando
Descubro que o que pintei
Em vez de vir, vai ficando…
Ou sou eu que já não sei?
Deixo de mim, recebendo,
Em troca, a cor que não tinha
E, aos poucos que o forem vendo,
Deixo esta cor que era a minha…
Pinto de branco o cansaço
Da minha essência lunar
E, em tudo aquilo que faço,
Deixo um raio de luar!
Não sei que estranha alquimia
Me faz proceder assim…
Quantas cores, que hipercromia
Vislumbro dentro de mim?
Pinto de branco o cansaço
Da minha essência lunar
E, em tudo aquilo que faço,
Deixo um raio de luar…
Neste estranho mecanismo
[Admito; um tanto grotesco!]
Que desconheço, em que cismo,
Eu pinto o mundo de fresco!

Olá, poetaporkdeusker,
ResponderEliminarMais uma vez me venho aqui deleitar e desta vez com uma recriação optimista do mundo.
Se todos o víssemos assim tão belo, seríamos muito mais felizes!
Que nunca perca "o seu pincel"!
Abç.
Que pena estar tão em cima da hora Terras de Santa Maria! Agora apetecia-me imenso tagarelar muito consigo. Apetecia-me contar-lhe de toda esta beleza que eu sinto que o mundo tem, apesar da crueldade que sempre existiu... apetecia-me falar muito mais mas não posso!
EliminarUm abraço GDE!
EliminarPara quê dizer mais do mundo, da sua beleza, se temos a poesia, a música, o pincel... e os sentidos bem despertos?!?
Estou nessa, há muito tempo. As coisas só me interessam se me deixam uma réstia de luz. Persigo a paz, a tranquilidade, a simplicidade das coisas, no meio deste emaranhado do mundo. E até encontro tudo isso, num dia de cada vez, a apontar-me o tempo sem tempo...
Apetece-me citar de cor,Migyal Torga:
"A vida passa lá fora,
ou na altura de uma roda,
ou na pressa de uma roda,
ou na paz duma cantiga,
e vem poisar-se num verso
que eu talvez, amanhã, diga".
E por causa da pressa das pessoas e do esquecimento da própria natureza, é que surgem problemas vários.
B.F.Semana.
Abç.
Alguns erros porque nunca vou ao dicionário:
Eliminar...
" A vida passa lá fora,
ou na altura de uma asa,
ou na pressa duma roda,
ou na paz duma cantiga
e vem piisar-se num verso
que eu talvez amanhã diga"
Miguel Torga
Miguel Torga! O meu escritor de eleição durante a infância... e não só!
EliminarUm abraço!
A vida é, por si, um Poema! Umas vezes magoa, outras eleva-nos à luz, mas tem sempre o ritmo de um poema!
EliminarUm abraço GDE!
Eu peço imensa desculpa, Terras de Santa Maria! Vejo que este comentário data do dia 13 e eu só agora o vi! Parece-me que ando meia "avariada" de há uns dias para cá...
EliminarSim, eu também "estou nessa" há muito tempo! Paz, Luz e Verdade são, com efeito, os meus grandes objectivos!
Um grande abraço!
dupla desculpa!!! Afinal já lhe tinha respondido...
Eliminarremate ...ao lado...
ResponderEliminarÓ que fresca poetisa
de mecaniosmo invulgar
sempre em métrica precisa
até á luz do luar !!!!
não se adivinha cansaço
em tamanha inspiração
cuidado sim, no compasso
do bater do coração !!!
bacio
:)) Boa, Peter! Acho que a Poesia é a única coisa que nunca me cansa e o coração mantém-se estranhamente sossegado... a tensão é que tem andado altinha, mas isso já vem de longe...
EliminarBacini!
OLÁ MINHA QUERIDA AMIGA M. JOÃO. OLHA EU NÃO SEI COMO COMEÇAR. MAS VOU DIZERTE. POR QUALQUER LADO É BOM. OS TEUS POEMAS ESTÃO CADA X MAIS APETECIVEIS, DE LER. TÊM CADA VEZ MAIS, ALGO QUE É MUITO TEU E MUITO INTIO. PARABÉNS POR ISSO. EU ADICIONEI AOS MEUS FAVORITOS, PORQUE ACHEI ESTRAORDINÁRIO ESTE POEMA. UM GRANDE ABRAÇO DESTE AMIGO. Eduardo.
ResponderEliminarOlá, amigão! Pareces estar muito bem disposto e já recuperado! Que bom! Olha, acabo de publicar outro poema... ando a criá-los "às montanhas" e, depois, coloco-os na pen... mas tenho muito mais criatividade do que memória... qualquer dia começo a publicá-los em repetição porque me esqueço sempre de apagar os que já publiquei e não tenho assim tantos Gigas de memória :)))
EliminarUm abraço GRANDE!
Olá minha querida amiga João. Olha eu sei bem o que isso é infelizmente. eu já cheguei mesmo a publicar em duplicado. E depois sabes como eu comecei a fazer? A apontar num papel o nome e de que tratava. Para não haver repetições. É triste, mas é a realidade. Olha amiga. Sabes o que eu costumo pensar? Se eu não fizesse rigorosamente nada, também não errava. Olha amiga, deseja a ti própria, que continues a errar por muito tempo, que eu faço o mesmo. Um abraço grande e terno. deste amigo. Eduardo. E as tuas rápidas melhoras.
EliminarVou-te confessar que já fiz isso, amigo, mas o mais grave foi que perdi o papel e tudo! Eu escrevo muito, muito, Eduardo... não é só o que vai aparecendo publicado... a maior parte nem chega a aparecer porque eu, entretanto, me esqueci deles... é um desastre!
EliminarAbraço GRANDE!