NOS DEDOS DO TEMPO
Pedi aos dedos do tempo
Que viessem libertar-me
E o tempo não teve alento
Nem tempo para escutar-me…
Pedi às noites sem sono,
Às horas da nostalgia
E ao segredo mais guardado
Por um momento sem dono,
Um segundo de harmonia,
Um vislumbre do passado…
Pedi aos dedos do tempo
Que viessem libertar-me
E o tempo não teve alento
Nem tempo para escutar-me…
Pedi, depois, aos meus dias
De privações e canseiras,
De fome e de tentações
Mas nem mesmo as alegrias
Saltaram essas barreiras
Das humanas frustrações…
Pedi aos dedos do tempo
Que viessem libertar-me
E o tempo não teve alento
Nem tempo para escutar-me…

E o tempo não pára minha amiga. Cabe a nós fintá-lo.
ResponderEliminarGostei muito.
Beijinhos
Obrigada, Fá! Hoje, se Deus quiser, vou publicar, aqui, uma maluqueira que fiz durante o fim de semana e de que já nem me lembrava... achei graça, mas não deve ser muito normal eu esquecer-me de ter feito um Auto jocoso num dia e ter-me esquecido dele no seguinte... bem, eu sei que produzo muito e que não sou nenhum computador, mas devia lembrar-me do que faço na véspera... olha a máquina de pipocas a avariar :)))
EliminarBjo!
A avariar? Muito pelo contrário. Aqui o que há é produção a mais, isso sim.
EliminarBeijinhos
Bem... se calhar é mesmo isso...
EliminarBjo GDE!