DISMORFIA BUROCRÁTICA
Amorfos cidadãos articulados
Em desesperos subtis ou aparentes
Na assinalada divisão dos espaços.
Desarticulam-se, depois,
Na urgência da saída
Com travos de salvação,
Apenas e tão só por ser a fuga.
Multiplicam-se em dados e papéis,
Dividem-se em razões que nunca alcançam,
Desesperam de uma esperança
Que jamais teve fundamento.
Antes a não tivessem farejado
Naquele lugar de palimpsestos
Tecidos sobre a trama
De cadáveres de coisa nenhuma…

Lindo poema,
ResponderEliminarna complexidade de quem ama
de quem espera
e desespera,
por não saber esperar!
beijos,
Maria luísa
Confesso-te que é uma das coisas que mais aflição me faz, a burocracia, a sua lentidão e complexidade, as inevitáveis falhas nas articulações... enfim.
EliminarUm grande abraço!
Merece muito mais, mas me parece que as pessoas se inclinam
ResponderEliminarpara o poetaporkdeusker por ser o mais conhecido.
Eu tenho um blogs no google, um link para lá chegar no prosa-poetica
e ninguém clica no link.
Então, tenho meia dúzia de anónimos e dois conhecidos que lá vão
comentar o pouco que escrevo.
Com estes acontece o mesmo! As pessoas inclinam-se para um único
e daí não saem!
É a razão da falta de visitantes.
Não é por ser melhor ou pior - vão em fila, onde todos vão. Vêm só a
fila.
Assim actuam as multidões!
Maria luísa
Tens razão, deve ser isso mesmo... eu mesma não tenho visitado o teu blog da blogspot... bem, eu praticamente não tenho feito visitas. Já não consigo gerir tão bem o tempo, tudo parece andar mais lento... parece que sou rápida a teclar... vá lá... deve ser a única coisa em que sou rápida! De manhã levo sempre imenso tempo para tomar o duche e tratar dos oito animais... bem sei que os pombos exigem muito tempo pois as gaiolas têm de ser mudadas e limpas e um deles, a Pitinha, tem de comer no bico pois não consegue alimentar-se sozinha...
EliminarAbraço grande!
Não me imagino a viver numa sociedade sem regras e papeis apesar de gostar, de vez em quando, de quebrar tudo e entrar na anarquia.
ResponderEliminarO homem tanto burocratiza que às tantas transforma-se ele mesmo em papel ou digital!
Seria bom que as sociedades modernas se voltassem para as origens!
É verdade, amigo! Eu tenho de reconhecer a necessidade das regras e até de alguma burocracia, mas tanto assim??? Para cúmulo da desgraça, tomo um medicamento que me obriga a estar sempre sujeita a ela... e, ainda por cima, sempre atenta. O medicamento tem imensas interacções arriscadas, até mesmo com os mais comuns produtos alimentares ou com coisas tão simples como as variações metabólicas normais no dia a dia do ser vivo. Desculpe, mas saiu-me este desabafo todo! Claro que eu poderia nem o tomar, mas ficaria totalmente responsável pela minha situação clínica, o que não é lá muito aliciante...
EliminarAbraço!
Gosto mesmo muito destes poemas. São de teia mais complexa que os sonetos mas são muito belos.
ResponderEliminarTenho de me habituar a fazer a agulha também para este lado.
Abraço GDE
:) Obrigada, Eva! Estes não nascem exactamente como os sonetos... por tudo e por nada! São mais demorados, só aparecem de vez em quando e em determinados estados de espírito que são agradáveis, na sua maioria, mas que ainda nem consegui definir muito bem. Terei muita honra em tê-la por cá!
EliminarAbraço GDE!
Por mero acaso vim cá parar...
ResponderEliminarNem bilheteira nem coisa alguma foi logo pela porta....
quanto á burocracia Portuguesa...
Está de mal a pior, mesmo enervando com o nosso país funciona,
Quando infelizmente tenho de tratar de algum assunto pego o meu mal em paciençia e entao fico a analizar os funcionarios publicos...
Meu Deus que desgraça, Mal encarados, mal humurados e incompetentes...
Tem regalias e vantagens pago pelos nossos impostos....
e o zé povinho quando lá vai tem de falar baixinho senao leva um respanete que até fica atorduado....
Depois o mais engraçado é quando recebes os documentos e contem erros....
Resposta dos funcionarios " A senhora nao se exprimiu como deve de ser, agora tenho de recomeçar"
Nao sou mesmo violenta, mas nesses casos é mesmo só á chapada....
huffff que faz bem aliviar um pouco...
bjs
:)) É isso mesmo, Alzira! Faz bem desabafar um pouco...
EliminarEu, tanto quanto me recordo, fiz exactamente isso neste poema! Desabafei! :)) Quando o li, passado algum tempo, achei-o um bocado agressivo... mas já estava! Nasceu debaixo do efeito de um momento e sempre foi melhor eu desabafar no poema do que arranjar uma briga com alguém... :))
Abraço! Vou tentar visitar o teu blog, mas estes computadores, hoje, estão fartos de me pregar partidas... até eles têm manhas burocráticas! :))