AB INITIO II

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Sinto que estou - nunca estando... -
No ponto exacto e concreto
Em que foi principiando
O meu caminho secreto



Que comunga das paixões
Dos tempos primordiais
Quando a lava dos vulcões
Reinava sobre o demais


Temperando dessa vontade
Cada instinto natural
Mas preparando, em verdade,
O berço a cada animal...


Se era dif`rente de mim,
Como agora me descrevo,
Tal como eu, tinha um fim
Desde o tempo mais primevo


E percorre, insaciável,
Mil caminhos tortuosos
Sonhando, ainda que instável,
Mil sonhos ambiciosos...


Nisto ficciono os "mutantes"
Que despertam, cá no fundo,
Posturas desconcertantes
Desde o princípio do mundo...


 


Maria João Brito de Sousa - Maio, 2009


NOTA - Poema em quintilhas, reformulado a 08.07.2015


Comentários

  1. Uma perspectiva evolucionista do ser humano - diríamos, processos de fiógénese e ontogénese, em Antropologia e Filosofia.
    É sempre oportuno não se perder de vista a nossa origem até para explicar muitos dos nossos comportamentos e/ou atitudes, sabendo-se que o cérebro humano guarda ainda resquícios do cérebro dos primatas (cérebro reptiliano), combinado com o cérebro límbico(das emoções, dos sentimentos) e o neo-cortex(cérebro racional).

    Gosto sempre da poesia que não disseca as coisas e as deixa inteirinhas para serem contempladas de joelhos!

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    1. Obrigada! Pelos vistos tenho muito que aprender consigo! Eu sinto isso... sinto isso desde que me lembro de ter atingido a capacidade de raciocinar e de intuir, mas não o poderia explicar assim tão racionalmente.
      Abraço!

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  2. conhece o meu blogue
    http://trans-ferir.blogspot.com ?
    voj

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    1. Olá, Vitor jorge! Não, ainda não conheço o seu blog, mas obrigada pelo endereço! Vou tentar ir até lá!
      Abraço!

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