MAIS UMA HISTÓRIA
Matei a fome à tristeza
Quando me esqueci do pão.
Matei fomes, com certeza,
Mas a minha fome... não!
Preenchi espaços vazios
Que estavam por preencher...
Criei a foz dos mil rios
Que acabei por não beber
E ajudei a respirar,
A sobreviver, a rir,
Mas fiquei por acabar
No momento de existir...
Por fim, vi-me inacabada
Em baldadas tentativas
De evitar ser conotada
Com a estreiteza das divas
E, s`inda agora o começo
Se acaba de revelar,
Já o fim me pede o preço
Do que não sei não pagar...
Porque nasci meia-morta
E hei-de morrer meia-viva,
De tudo o mais só me importa
O que aqui me traz cativa,
Pois história a mais, história a menos…
Tanto faz! Só a vontade
Mostrará, do que vivemos,
Loucura... ou tenacidade!
Maria João Brito de Sousa - Agosto, 2009

Pois é amiga. Eu só agora estou a tirar os pés da poça. E a ver o que se passou na minha ausência. Esta não só está muito castiça, como está boa para eu me rir a ler. é fixe minha. A. A. A. Adivinha. Abraço Eduardo.
ResponderEliminarAinda bem que achas que é fixe, "meu" :))
EliminarEu hoje não adivinho nadinha. Estou mais morta do que viva :)
Abraço grande.
Olha amiga. Não ligues ao que eu digo. Depois queixa-te. Abraço. Eduardo.
EliminarAi queixo, queixo! Estou mais mole do que um pedaço de gelatina e detesto não ter força para nada. Mas sei que, na melhor das hipóteses, vai ser assim por muitos e execráveis meses. Na pior das hipóteses... é desta que eu vou desta para melhor... mas está descansado que eu vou fazer o possível por não ir ainda. Tenho oito "filhotes" em casa, à minha espera e sete blogs para espraiar a minha criatividade. Hummm... acho que sou mesmo rica!
EliminarAbraço grande!
Olá amiga João. sabes que eu já não estou a gostar nada das tuas queixas, porque tu não vais ao médico e depois quando tens que ir de charola para as urgências, lá ficas sujeita ao que te tocar pela porta.
EliminarVai ao médico, a sério amiga, tu não podes andar assim. Abraço. Eduardo.
Então eu não fui, amigo? Ainda agora mesmo cheguei do hospital... e volto na 4ª feira, está descansado.
EliminarAbraço grande.
Novamente aqui para dizer como gosto da sua poesia.
EliminarEsse sentir-se inacabada e imperfeita é a aspiração à transcendência, a procura do perfecionismo, do belo, que sempre falta nos humanos mas surperabunda na natureza, por enquanto!
Este sítio já faz parte da minha lista de consulta diária.
Obga!
O "tímido" não fui eu que escrevi. O resto, sim!
EliminarAi! Peço desculpa, amigo! Eu não morro de amores pela palavra "Anónimo" e substituí-a por "Tímido"... mas já nem me lembrava disso. Esperemos que a natureza se aguente e continue a brindar-nos com toda essa selvagem beleza! Estamos num momento decisivo para a sobrevivência deste maravilhoso planeta e nem todos temos consciência disso...
EliminarMuito obrigada e um abraço!
Desculpe!
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