HORAS ANTIGAS

Sobravam-lhe as horas
Noprolongamento do reflexo
Em indesmentível declínio.
Ali, onde os espelhos
Nasciam dos vidros das montras
E das poças de água nas calçadas
Descalças de sonhos,
Sobravam-lhe luas e amantes
Nos ambíguos desamores
De cada fim de tarde.
Amanhã seria tempo
De sobrarem mais rugas de expressão
Na expressão de todas as horas.
Maria João Brito de Sousa - Julho, 2009

Gostei tanto minha amiga. Lindo...
ResponderEliminarBeijinhos
Obrigada, Fá. Este é o meu "lado" mais livre da poesia... estranhamente, parece-me bem menos fácil do que o soneto. Só me nasce um poema destes de vez em quando e, com os sonetos, é diferente... nascem-me, por vezes, aos cinco e seis por dia! Este fim-de-semana nasceram-me alguns doze ou treze. A maior parte deles acabam por se perder porque eu sou muito desordenada na minha criatividade e a memória já não é o que era... esqueço-me sempre de alguns e já vou tendo dúvidas quanto aos sonetos que já estão publicados... de vez em quando lá encontro uns e, como estou em casa, não me recordo se já publiquei ou não :)
EliminarUm abraço grande!
Olá amiga João. Mais um lindo poema que tu nos ofereces. obrigado por isso., é muito bonito. Parabéns. Um abraço Eduardo.
ResponderEliminarPois... obrigada fico eu por tu vires até cá lê-los! Hoje de manhã tive de ir aos CTT buscar uma encomenda de roupa que me enviou uma prima de Caminha. Fui de boleia com a D. Isa que foi operada e ainda está em convalescença, mas quem ficou toda partida fui eu! Acho que já nem de carro consigo andar... fico como se me tivesse passado um camião por cima! :)
EliminarAbraço grande!
Olha amiga, tu sabes que não podes ir ainda. Pois tens muito que fazer por cá. Espero que me oiças e sigas o meu apelo, tu fazes cá muita falta e tu sabes que é verdade. Abraço. Eduardo.
Eliminar:) Que o diga o meu pequeno Pepe! Se eu lhe faltasse não teria quem o salvasse... :) Agora a sério, amigo, ele ainda é tão pequenino... espero bem que se aguente até estar em condições de voar para a sua liberdade. Em duas semanas penso que estará suficientemente autónomo para que eu o possa soltar. Deus queira que sim!
EliminarUm grande abraço!
Horas Antigas
ResponderEliminarÉ um poema de encanto!
«Fernando Pessoa escreve desta forma,
Diz o que vê e o que sente
e não poderia ser dito
numa poesia formal como a "Nova Arcádia" no tempo de Bocage.
E o vate bastante lutou para tornar essa formalidade, mais humana e
pessoal.
A época estava contra ele - duzentos e cinquenta anos?...
Pessoa escreveu "modernismo a seu modo" e os clássicos perderam.
Então, para mim, no SéculoXXI , o que escreve no seu poema é a
poesia dos nossos tempos.
Basta de retrocessos de quem não quere admitir que os tempos mudaram e nessa mudança , entrou a forma de escrever.
F. Pessoa é o testemunho brilhante e Maior dessa realidade.
Lindo o que escreve, pena não a entenderem, mas lute por isso, a par
do seu classico, muito bom, no "poetaporkdeusker".
Ponha clássico e modernista, nesse blogs, pois é mais conhecido e lido.
Não por ser, clássico, mas porque nele só entra o clássico.
Abra nesse blogs, um tempo intervalado, para a outra poesia, tão boa
como a primeira!
Maria luísa
Obrigada pela tua opinião, amiga. Eu tenho um link aberto no Poetaporkedeusker, mas reconheço que está muito escondido no meio das dezenas de outros blogs que me foram "tocando" ao longo deste percurso online. Está onde diz OUTROS APOSENTOS, na faixa do lado direito do blog... penso que terei de dar aos meus outros blogs uma acessibilidade um pouco melhor. Vou ver o que consigo fazer hoje. Estou tão atrasada por causa daqueles exames...
EliminarUm abraço grande, grande!
ResponderEliminarLindo, deslumbrante este poema.
parabéns,
Mª. Luísa
Vou-te confessar uma coisa. Aliás, penso já ter afirmado publicamente o que te vou dizer... é-me muito mais difícil conseguir um bom poema de rima livre do que um soneto. Esta é a mais pura das verdades e a prova é que os sonetos me vão nascendo todos os dias e este tipo de poesia só vem nos momentos mais "privilegiados". Preciso de estar muito sozinha, muito, muito em paz para me nascer um poema com estas características formais. Não te sei dizer porquê, mas é assim que eu funciono...
EliminarAbraço!
Acredito! O teu caminho é o Soneto.
EliminarContinua e um dia que te lembres e estejas com disposição, escreves
fora do soneto.
Mas não há dúvidas - O Soneto é o teu verdadeiro caminho!
Somos todos diferentes!
Obrigada por me entenderes.
Beijos e melhoras,
Maria Luísa
Nascem-me tantos sonetos durante os fins de semana... agora vou à caixa de correio ver se há alguma novidade sobre os cãezinhos da Arrábida e depois passo por aí, está bem?
EliminarAbraço grande!
Sobravam-lhe luas a amantes
ResponderEliminarNos ambíguos desamores
De cada fim de tarde...
Quantas verdades estão escritas nestas palavras. Quantas?
Belo poema!
Mª. Luísa
Obrigada, amiga. Eu "sonetei" no hospital. Vamos a ver se consigo postar ainda esta tarde...
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