SOBREVIVÊNCIA(S)
Não vive como as mais das vezes,
Quando as palavras se lhe derramavam
Na fluidez dos ponteiros do tempo.
Procura-as, agora,
Na improbabilidade do que dispensou
No sempre de um espaço
Que persiste naquele ressurgimento
Ténue como um reflexo distorcido.
Sabe-se sem se saber
Na incompletude da sua memória.
Os acasos ficaram pelo caminho
Atrás do muro
Que nenhuma ponte, agora, atravessa.
Persiste, mas pouco.
Reconstrói quase nada.
Emenda-se constantemente.
Equilibra-se no desequilíbrio
Das fronteiras que surgiram contra-natura.
Hoje, porque amanhã…
Quando é?

Agora que já estás uma flor, Comparada com o que já estiveste, é que estás a recordar águas passadas? lembra-te que Lisboa é sempre em frente, nunca para trás. Abraço Eduardo.
ResponderEliminar:) Uma flor ainda murchinha... caramba, amigo. Lisboa é sempre em frente mas eu só lá vou para ir ao hospital... essa é que é a verdade! E não deve haver ninguém que chore tanto os euros que gasto nessas viagens. Houve um tempo, aqui há uns anitos, em que gastava em transportes, taxas moderadoras e exames clínicos, mais do que aquilo que ganhava por mês. Agora estou isenta, mas nessa altura ainda não estava...
ResponderEliminarAbraço grande. Estou na Pastoral.