MULHER PORTUGUESA


Se eu for ao mar chorar por ti,


Se eu for ao mar de manto negro,


Talvez o mar perceba o que senti,


Talvez o mar entenda o meu segredo…


Se nesse mar eu me perder um dia,


Se mergulhar nesse seu sal sem fim,


Talvez possa encontrar o que queria,


Talvez descubra o mar dentro de mim…


E nesta condição de ser, no cais,


Mulher e mãe e filha e companheira,


Talvez o próprio mar me queira mais…


Se um dia for ao mar contar quem sou,


Talvez o mar, em mágoa verdadeira,


Chore comigo e abrace a minha dor…


 


 


Imagem retirada da internet



 

Comentários

  1. beijo Princesa COragem. E lindo.
    Tudo o que fale em mar fascina-me

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    1. Beijo também para ti, Flor! Nestas "voltinhas do meu imaginário", penso que sempre me senti simbolicamente Terra. O Mar terá, sempre sido, simbolicamente, "a cara metade", o companheiro inseparável. Pode não corresponder às simbologias que vigoram entre os estudiosos da matéria, mas são tão constantes em mim que me não custa nada assumi-las. Não as assumir é que estaria errado.
      E não sei bem porque te estou a falar disto... eheheh... mas é mesmo assim que sinto e eu tenho imensas referências simbólicas que partilham comigo este corpo que, tudo somadinho, é a poetaporkedeusker.

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  2. Olá amiga. Hoje acordaste a sonhar com o mar. Olha parabéns está uma prosa poética muito bonita. Um abraço Eduardo. P. S. Eu amanhã pela hora de almoço telefono-te, não é nada de cuidado. Abraço.

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    1. Espero que tenhas recebido o meu sms, amigo! Fiquei zangada comigo mesma quando reparei que me tinha esquecido do telelé!
      Abraço grande!

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