MARGINALIDADES
Desenham-se-lhe desejos como avejões
Num além sinistro e confuso,
Revolto e vermelho escuro.
Assim se lhe crispam as mãos
Sobre o róseo do perecível
E se eterniza a necessidade
Na destruição do construído.
Morrem-lhe os dedos
No cume de si mesmo,
Ultrapassa-se no róseo
Avermelhado de outra crispação
E morre, depois,
Exausto como um pôr-do-sol
Exactamente no auge
Do que jamais havia desejado.
Renascem as perguntas.

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