A TECEDEIRA DE BARCAS
Remador da eterna Barca,
Que trazes dentro de ti,
Dá-me novas do passado,
De um tempo que já esqueci...
Remador da Barca eterna
- líquidas mãos de cristal -
Dá-me novas desta espera,
Diz-me quem sou, afinal...
Tu que ao mar foste em pecado,
Na tua Barca encantada,
Do mar vens imaculado
Em corpo de água salgada...
Fico sentada na areia,
Olho os seus olhos de sal
E oiço uma voz que se estreia
Na condição de imortal:
- Mulher que teces as Barcas
Em que havemos de embarcar,
Venho do além-fronteiras
Depois do fundo do mar
E lá havia outra praia
Onde tu estavas sentada!
As mesmas mãos destroçaram
A minha Barca Encantada...
2004
Olá amiga João. Mais um belo poema para me lembrares que. Poeta não é quem quer, mas sim quem nasceu pré destinado, do ventre de uma mulher trazendo consigo o fado. De ser poeta.
ResponderEliminarAbraço Eduardo.
Pois é... "pula-te o pezinho" para a rima! :)
EliminarAbraço grande!
Olá amiga. É devo estar a adivinhar chuva. mas não gostaste? aquilo saiu assim sem esforço nenhum, mas depois até achei graça. Abraço E boa noite. Eduardo.
EliminarGostei pois! :/ onde é que eu já ouvi esta pergunta? :)
EliminarTu não ouviste. Tu sonhas-te. Vento não é certamente, e a chuva não bate assim. Abraço Eduardo.
Eliminar"Fui ver. A neve caía
Eliminardo azul cinzento do céu...
Há quanto tempo a não via
e que saudade, Deus meu!"
Eu ouço/ sonho... vejo/sonho... faço/... sonho?
Abraço grande! :)
Olá amiga João. Mas que bem disposta que tu estavas ontem à noite. Parabéns foste dormir a sonhar, espero que tenhas acordado a realizar. Abraço grande Eduardo .
EliminarAcordei, a Minerva está pior, dei com o nariz na porta do dentista (penso que fez "ponte") e cá estou, teimosa que nem um burro - sem ofensa para o burro - e com vontade de acabar em beleza!
EliminarAbraço grande, amigo Eduardo!