RIMAS SOLTAS

Trinta dias me fugiram


Palavras que não escrevi.


Trinta dias me roubaram


À vid,a que já vivi...


 


Não peço muito ao caminho


Que percorro sem querer


Mas as asas que nasceram


Cresceram sem eu saber


E se as não deito a voar


Passo o tyempo a divagar


E perco o rumo ao dever...


 


Que escrever é um dever


Tão imperioso e urgente


Quanto a sede da semente


Acabada de nascer...


 


Alguém me ditou  fado


De nunca ter felicidade


Se negasse a liberdade


De quem me deu o legado


De um Barco-meio-Acabado


E de um Mar-de-Tempestade...


 


Trinta dias me neguei,


Trinta dias castigada,


Lanço as velas da caneta,


Mergulho no mar que herdei


E escrevo... mesmo amarrada!


 


 


 


 



 


Imagem retirada da internet

Comentários

  1. Olá amiga João. Olha amiga, não te zangues comigo porque não é um reparo é uma constatação, Eu gosto cada vez mais daquilo que tu publicas, este poema é uma beleza, quem gosta de poesia, acaba de ler e já está apaixonado pelo poema. Parabéns . E um grande abraço. Eduardo

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    1. Obrigada, amigo. Fico muito contente por gostares.
      Abraço grande.

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    2. Olá amiga João. Acredita que se não gosta-se, não te dizia que tinha gostado, e a pesar de não fazer referencia à foto, acredita que adorei, é imponente aquela imagem, é bem o reflexo do respeito que o mar nos deve merecer. Olha amiga, eu tenho uma mensagem para te responder, sobre a tua morte clínica, mas ainda não tive a oportunidade desejada desculpa. Um abraço Eduardo.

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    3. Deixa estar, amigo. Quando puderes envias e eu terei muito gosto em lê-la e responder-te.
      Agora estou mais fugida dos blogs porque me disseram que mal ligo a janelinha de USB aquilo começa logo a contar.Além disso ando mesmo muito cansada e tenho dormido muito mais do que o habitual, embora o Kico me ande a dar más noites. É à noite que ele tem aquelas crises de coração - ele é muito cardíaco e faz tratamentos - e eu assusto-me um bocadinho com aquelas aflições dele. Ainda anda de casaquinho, apesar do calor, porque treme de frio assim que lho tiro, vê lá tu... coitadinho, está mesmo muito, muito velhinho... e sente a falta da companheira de tantos anos, a Lupa.
      Abraço grande.

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    4. OLÁ AMIGA João. Obrigado pela tua compreensão. Tu quando falas na entrada U. S. B. ESTÁS A REFERIR-TE AO APARELHO DA INTERNETE? Sim é provável. Eu não sei como esse sistema trabalha, porque nunca tive esse sistema.

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    5. E isso mesmo, amigo. É uma bateriazinha que se liga ao computador e depois abre-se uma janelinha com acesso à internet.
      Abraço

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  2. És, de fato,poeta.Maravilhosamente!
    Beijos

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    1. Muito obrigada, amiga Emmanuela. E obrigada, também, pela visita.
      Um grande abraço!

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  3. Olá Maria

    Eu gosto muito dessas rimas soltas.
    Aliás, gosto de rimas, só não sei o porquê que gosto tanto.
    Mas hoje não sei o que deu em mim que escrevia às soltas, sem nenhuma rima. Não sei em que tipo de poesia me enquadro. Poderia dizer-me?

    Obrigada e abraço.

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    1. Olá Re-nascer! Eu também tenho poemas em que não há uma única rima. Exemplo disso são o "Nessa evo Casa", que publiquei no poetaporkedeusker, e "Equação de 2º grau", que publiquei aqui, no montanhas. Devo ter mais uns tantos, mas não me consigo recordar agora... muitos e muitos dos meus poemas nem estão ainda publicados online... não é necessário teres um género de poesia "certinha" para seres Poeta. Eu, provavelmente, diria que sou sonetista, porque a maioria dos meus poemas são mesmo sonetos, mas quantos poetas utilizam a rima livre? Tantos, tantos e tão bons poetas!
      Eu também gosto destas rimas em redondilha. O poeta Aleixo utilizava-as muito. São muito musicais e eu penso que é por isso que as pessoas aderem facilmente a este tipo de poesia. Por isso também é denominada "Poesia popular".
      Um grande abraço amigo.

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    2. Olha, amiga, não sei o que se passa, mas apareceu-me esse "evo" no nome do primeiro poema que citei! aAcho que o sapito umas vezes come letras e outras vezes acrescenta-as... o nome do poema é "Nessa Casa". Desculpa.
      Tu és poeta. Poeta de rima livre.

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    3. Acontece comigo também e muitas e muitas vezes.

      Sem problemas.

      Obrigada pela explicação quanto o estilo do poema.

      Abraço.

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    4. Ontem o sapito estava de todo... comia letras, acrescentava outras e nem me deixava ver o correio...
      Hoje já está mais calminho, embora eu ainda não tenha ido ao correio. Estou a responder "em directo", porque estou um pouco atrasada. A Minerva passou a noite a vomitar e eu quase não dormi. Como ando muito cansada acabei por adormecer à hora a que deveria ter acordado... fiquei com tudo trocado e estou, numa corrida, a aproveitar a Happy Hour...
      Bjo grande.

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    5. O sapito tamém esteve zangado comigo!
      Não deixou eu postar meu poema, mas também teve erro meu, ando fuçando demais onde nada sei.
      Esepro que a Minerva melhore. O meu tem melhorado, mas ainda debilitado e com medicação.

      Abraço.

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    6. Acho que o sapito anda por aí apaixonado por alguma sapita e perdeu o juízo...
      A Minerva continua com medicação, mas está a "desaparecer" de tão magra que está. Só pode comer latinha porque vomita toda a ração. As infecções renais são muito graves nos gatos e quase sempre mortais em pouco tempo. O Kico continua a respirar muito mal durante a noite, apesar da medicação. É muito mais difícil quando chegam os problemas todos ao mesmo tempo e eu estou a equilibrar-me com alguma dificuldade. Dou-lhes muito, muito carinho porque sei que vão partir em breve e quero estar segura de que partem felizes e acompanhados por muito amor.
      Abraço grande.

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