RIMAS MUITO SOLTAS II
Tenho telhados de vidro
Que ninguém pode quebrar...
Quando, à noite, fecho os olhos,
Vejo estrelas a brilhar.
Se não consigo dormir,
Os telhados vão-se embora,
Fico presa numa cela
E a alma sempre lá fora...
La´fora, junto do céu
Que só eu sei alcançar...
Sempre que as grades me prendem,
Fujo para além do ar...
Não aceito, nem consinto,
Que me prendam a rotinas!
Se alguém me vier espreitar
Eu corro logo as cortinas
E deito a alma a voar
Para dentro desse céu
Que criei e que é só meu...
Só ensinei o caminho
A quem disse que me amou,
Mas ninguém, nunca, encontrou
O meu refúgio secreto
E eu choro, muito em segredo,
Pois sei que ninguém gostou
A ponto de conhecer-me
E ninguém, jamais, voou
Pr`ó espaço onde eu sei voar,
Muito, muito além do ar...
Mas, se alguém me acompanhou,
Teve medo e foi-se embora,
Por isso choro a saudade
Da rapidez dessa hora...
1993

Olá amiga João. Obrigado por mais esta linda prenda
ResponderEliminarQuem me dera puder voar,
Contigo no céu imenso.
Mas eu sei que não pertenço.
Aos que sabem poetar.
Confesso que tenho pena,
Mas não posso fazer nada,
A minha hora está passada,
E a memória já não me acena.
Um abraço Eduardo.
Olha, amigo, para quem diz que nao sabe poetar, estás a sair-te muito bem! Afinal sabes mesmo!
EliminarAbraço grande e obrigada!
Olá amiga João. Olha amiga: Tu sabes que me fizeste babar todo, até fiquei a pensar que tu falaste a sério. Eu sei que estás a brincar, e nem eu queria agora uma responsabilidade dessas. Mas muito obrigado, pela tua capacidade de convenceres as pessoas. E obrigado também pela tua amabilidade e delicadeza, pois não imaginas a felicidade que eu senti, durante aqueles momentos em que cheguei a pensar que era verdade. Um grande abraço deste amigo do coração. Eduardo.
EliminarPois podes continuar convencido! Sabes mesmo! :)
EliminarAbraço grande!
Olá amiga João. E quem é que eu sou para te dizer que não? Eu acredito em ti. Mas esta Não está a querer entrar, não sei porquê. De qualquer forma Muito obrigado, Já me deste coragem para um dia destes eu postar uma coisa minha que eu até penso que já a publiquei, mas não tenho a certeza, mas que tinha eu os meus 25 anos quando num dia de inspiração me saiu aquele poema chamado TESTAMENTO. Um grande abraço Eduardo.
EliminarAinda bem que ainda eras novinho! Essas coisas devem ser feitas quando somos muito novos, para não ficarmos tristes... olha imagina-me a mim... dois gatos para esta, mais dois para aquela, dois pombos para este... fugia tudo!:)
EliminarAbraço grande!
Olá amiga João. É sem duvida a melhor idade a idade dos sonhos. Abraço Eduardo.
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