QUANTAS VEZES...
Quantas vezes, em passando,
Se dá mais do que o que dá
A gente que vai ficando
À espera do que virá?
Quantas vezes, sendo breve
O caminho percorrido,
Nós passamos, ao de leve,
Sentindo ter-nos cumprido?
Quantas vezes? Tantas vezes
As horas que se passaram
Entre risos e revezes,
Mesmo poucas, perduraram.
Vidas, vidas e mais vidas,
Sendo breves, foram tanto…
Quantas vezes são esquecidas
Entre outras com mais encanto?
Vidas breves, apressadas,
Mas que deixaram no mundo
Os seus rastos que, caladas,
Nos deixaram, num segundo…
A semente da verdade
É, por vezes, pequenina.
Cresce sempre em liberdade,
Espalha-se e faz-se divina…
Assim, sem ter tempo certo,
Mas persistente, empenhada,
Passa tão longe e tão perto,
Deixa tanto, sem ter nada.
Quantas vezes encontramos,
Depois de alguém ter morrido,
Aquilo que, em muitos anos,
Nunca fez qualquer sentido?
Nota - Ainda publicado por mim e acabado de fazer, apesar de eu
estar convencida que não poetaria por uns dias.

Ainda bem que se enganou poeta. Assim somos brindados com mais umas estrofes de bela poesia.
ResponderEliminarBeijinho Poeta.
Fique bem
Amiga, eu não me enganei. Posso estar a ser beneficiada por algum atraso, mas tenho o documento do aviso de corte.
EliminarAbraço grande.
Quantas vezes?
ResponderEliminarQuantas te direi que a tua "voz" não se calará!!!!!!!
Não te esqueças daquele pequeno pormenor que o teu PC portátil te permite: usar uma area de wireless numa zona publica ou café. Não é prático mas é possivel até encontrar soluções. E elas vão surgir.
Onde está a tua fé? Aquela que move montanhas?
Beijos
Tens razão, Flor. É capaz de ser isso... a minha fé, confesso,está um bocadinho combalida desde ontem. Mas há-de voltar.
EliminarAbraço grande.
Olá amiga Maria João. Tu tens por destino estares sempre aí a poetar para nós. Obrigado por o fazeres. Olha adicionei mais estas, que são o sumo poético das coisas lindas que só tu sabes dizer. Um grande abraço amigo e que tudo o que tu mereces te aconteça. Eduardo.
ResponderEliminarObrigada, amigo. Andam-me a nascer muitas redondilhas, agora... nem sei porquê e neste momento nem tenho tempo para pensar muito nisso. O que nasce, vai nascendo e eu venho a correr para o pc para escrever e publicar... são menos os sonetos, neste momento.
EliminarAbraço grande.
Olá amiga João. Não te preocupes por nascerem mais redondilhas, que sonetos, desde quando é que os pais podem escolher o sexo dos filhos? Sabes que é uma invenção muito recente, e tu tal como eu somos de outra geração, não encara bem estas modernices. Digo eu. O teu maior mal é precisares de ter 4 braços e só tens dois, mas ainda bem que assim é senão serias considerada aleijada, mas não te rales, se o tempo não chegar, pedes emprestado que os juros agora estão muito acessíveis. Pronto eu hoje estou muito bem disposto para o meu costume, não sei se será bom presságio. Um abraço Eduardo.
EliminarÉ isso mesmo, amigo. O que nascer é muito bem vindo. E as redondilhas também têm muita musicalidade e veículam em as palavras e as ideias.
EliminarAbraço grande.
! A… Eu pensava que as redondilhas, eram só para preencher espaço, mas afinal também têm valor poético, Então venham elas que eu gosto. Boa noite e bom descanso, um abraço Eduardo.
EliminarTêm valor poético, têm. É a chamada "Poesia Popular" e é muito musical. O Poeta Aleixo usava sempre redondilhas.
EliminarAbraço grande.
Olá amiga João. É verdade o A. Aleixo, escrevia em grande parte tudo em poesia popular, ou seja a chamada redondilha. Eu posso-me gabar de ter a obra dele publicada, que eu conheço. Um abraço Eduardo.
EliminarEu também tenho "Este livro que vos deixo". Foi um homem extraordinário.
EliminarAbraço grande.
Olá amiga. João. Eu tenho esse e tenho as poesias populares. Não sei se estará mais algum publicado. Eu gosto muito da poesia dele TU sabes como se chama aquele tipo de quadras que começam por um mote e depois leva mais 4 quadras e em cada uma delas leva uma frase da primeira a chamada mote? Ele também usava muito esse género. Um abraço Eduardo.
EliminarPeso que é a Trova com mote e glosa. Não tenho o Poesias Populares... só Este livro que vos deixo, cmprado há muitos anos na feira do livro...
EliminarAbraço.
Olá amiga João. Olha que nesse. Este livro que vos deixo tem algumas dessas poesias, Vais à pagina 57 ou à 59, e encontras lá uma dessas poesias. que são compostas por 5 versos, o primeiro é uma quadra, e os outros são compostos por 10 linhas, não sei o nome, e a ultima linha é a primeira da quadra. Já lá vai preso o ladrão, que em toda a parte aparecia. Contam-se mais de um milhão os roubos que ele fazia. Depois ma ultima linha do segundo verso, diz: Já lá vai preso o ladrão. Um abraço Eduardo.
EliminarPois eu iria, sim, amigo, se esse não fosse um daqueles livros que está "preso" dentro da minha velha estante com portas vidradas que não abre há mais de um ano. Não sei o que tem o raio da fechadura que a chave entra mas não dá a volta. Tenhp dezenas de livros lá dentro, mas como aquela estante era do meu avô e me viu nascer, não tenho coragem de rebentar com a porta.
EliminarMas um dia pode ser que possa pagar a um serralheiro que ma venha arranjar. Eu já fizde tudo e não consigo.
Abraço grande.
PS- Os versos que tu dizes devem ser as "décimas".
Olá amiga João, Quem sabe se a chave que tu estás a tentar usar não é de outro armário qualquer? Mas eu estou a dar palpites, e tu a pensares que eu te estou a chamar tonta, mas não é isso, é que pode acontecer em virtude de se tratar de um armário que não é aberto há um ano. Desculpa amiga. Um grande abraço Eduardo.
EliminarMas é mesmo daquela estante. É muito diferente das outras e eu há a conheço há mais de 50 anos. Não há mais nenhuma que sirva, embora eu tenha experimentado outras. Ela abriu sempre muito bem até um dia em que deixou de abrir... as minhas amigas também já tentaram e nada. Deixa estar, paciência. A outra estante, igual mas mais pequena, que faz parte do conjunto e está na sala, nem fecha. Empenou, abaulou e não fecha... sempre é mais fácil porque vai dando para pôr e tirar livros de lá...
EliminarAbraço grande.