JÁ QUE ESTOU EM "MARÉ" DE POESIA DE INTERVENÇÃO...
Aqui fica um "soneto brincalhão", mas intervencionista...
O APERTAR DO CINTO
Ó Zé, tu tem cuidado! Olha a Nação!
Olha este pobre povo esfomeado
Que vai sentindo a culpa de um pecado
Que ultrapassa qualquer compreensão!
O poder, ó José, na sua mão
Está, com certeza, a ser desperdiçado
E se não foste tu "O Desejado",
Muito menos serás Sebastião,
Mas, José, se projectos projectasses
E se as finanças tu recuperasses
Da dívida aos ladrões da grande Europa,
Projectarias bem melhor país,
Porque, este, já não está nada feliz
E já nos vai tombando a gasta roupa...
Maria João Brito de Sousa - 04.02.2009 - 21.34h

Poeta!
ResponderEliminargenial!
vou ali ver se encontro algo de 2006 qd eu tirei a pinta a este!
De chinelinho no pé
EliminarZézinho vai airoso
Vai giraço e formoso
Leva na cabeça a nação
O jornal nas mãos falantes
Dá sempre passos errantes
Nem sequer tem coração
Mais vaidoso que o sol
Até pensa que é farol
Descobre se o peito moreno
O calçãozinho de griffe
Tem ar de néscio patife
tão matreiro que arrepia
a sua figura esguia
o seu olhar traiçoeiro
vai sorrindo e não inteiro
Julho 2006
Boa! Esquecemo-nos foi de dizer a nossa marca de cigarros favorita, para quando nos forem visitar ao xilindró... ;)
EliminarVivia entre as couves e as farturas
EliminarA mãe cozinheira do orfanato
O pai - do pai não há alembraduras –
E a tia só lhe dava maus tratos!
Cresceu, nunca muito, é baixinho
É do tipo que dá cabo dum país
Ouvia histórias quando era pequenino
E agora diz que lhe cresce o nariz!
Vivia diligente, o pobre Zé
Aos cinco fumava o seu finito
De noite bebia água-pé
E dava pontapés num canito!
Nunca gostou muito de meninas
Preferia outras obediências
Não corria e nunca foi traquinas
Gostava era de maledicências
Daqui pr’ ali e pra todo o lado
Aprendeu a ser arrogante
E quando viu o cravo desbravado
Logo pensou. – tenho de ser militante!
Dizem que começou de joelhos,
Más línguas, começou como aprendiz!
Teve que aturar cromos velhos
Mas agora é de pé que é feliz!
Não mais lembrou a farturinha
O churro, as frituras lá nas feiras
À mãe comprou uma casinha
Com o tio fez umas contas porreiras!
Grita delambido por no more
Que são todos muito maus
E quando falam de offshores
Ele fica pior que o lobo mau!
Chamam-lhe coisas muito feias
Pinócrates, intrujão, mentideiro!
Perde as rosetas, ganha olheiras
Fica quase com cara de coveiro!
O Zé anda muito contra-feito
Rezingão, com o canudo amarfanhado
Cuidadinho, não vá ele ser eleito!
Já basta a este país desgovernado!
P.S. - Jonh Players special or Marlboro Lights please :)
este é de agoriinha mesmo lol
Genial! Ah grande espontâneísmo!!!
EliminarJá me ia deitar mas não resisti a este "Protesto"
ResponderEliminarPelo andar da carruagem
Tiram-nos a roupa e tudo
Mas está chegando o Entrudo
Até é bom que entra aragem
Com este apertar de cinto
Ninguém vai á "Dietista"
Até parecemos artistas
E é já isso que eu me sinto
Agora tirei um curso
De finanças e gestão
E até já tirei "Mestrado"
Figuras fazemos de "Urso"
Ninguém nos dá atenção
E assim é o nosso "Fado"
até amanhã
Estou a ver que este blog ainda está a ser mais inspirador do que o Poeta, minha amiga! Isto não há nada como o ar da "montanha"!!!
EliminarUm abraço grande!