AQUILO QUE ESTÁ POR SENTIR
Rasgam-se poemas como se rasgam gritos.
Gritos de dor,
Gritos de fome de mundo,
Gritos suados, desgrenhados
Como os homens que acabaram de fazer amor.
Há quem os trace suavemente,
Com a brandura de brisas,
Com a leveza de carícias apenas esboçadas
E há quem os rasgue assim,
Com a crua rudeza de pedras atiradas.
No entanto
Os gritos rasgados
Só se distinguem dos gritos traçados
No momento em que param
Para dizer adeus
Àquilo que está por sentir.

Oi Maria
ResponderEliminarQuantas vezes deixamos de gritar?
E as vezes precisamos dar alguns gritos, até para nos sentir mais leve.
Abraço.
É assim, amiga. Somos seres emotivos e, por vezes, gritamos mesmo... só que, muitas vezes, os nossos gritos não se ouvem facilmente. Por vezes são apenas sussurros, outras vezes pequenos gestos suaves.
EliminarBjo!
Entro na porta aberta
ResponderEliminarDe forma suave
Não quero que me vejam,
Não quero!
Quero estar neste recanto
calmo e silencioso
e meditar...
Nesses poemas rasgados
como fossem nada,
como se nada significassem.
E disseram tanto e tudo
quanto havia a dizer.
Pobres gritos
que ninguém escutou
com o barulho
tremendo de trovoadas
ao longe...
A aproximar.
Os gritos param
Morrem
E dizemos Adeus!
Apenas o Adeus...
Lindo!
Maria Luísa
Obrigada, minha querida amiga. Acreditas que não consegui produzir rigorosamente nada durante todo o fim de semana? Estou mesmo num estado lastimável com esta sinusite que tem estado em tratamento desde 2ª feira passada e, de repente, resolveu "assanhar-se" e deixar-me "de gatas". E olha que estou com um belíssimo antibiótico - Amoxicilina com Ácido Clavulânico - que não está a dar resultado nenhum... deveria estar de cama, mas não podia deixar de vir até cá.
EliminarVisito-te de tarde, se Deus quiser. Agora já nem tenho tempo porque está quase na hora do almoço.
Bjo gde!
Maria João
ResponderEliminarOnde te encontras? Como estás? Ainda não te encontrei no local
costumeiro.
Estavas doente e nada tornaste a dizer.
O Eduardo escrevi, mas não respondeu.
A Natalia já escrevo duas vezes e não responde.
Sabes alguma coisa?
Me fala de ti, também.
Beijo,
Mª. Luísa
Estou com uma tremenda sinusite e numa verdadeira crise de "desinspiração", amiga. Mas estou sempre pronta a vir até aos blogs. Não tenho escrito nada nestes últimos dias, ando a utilizar sonetos feitos há algum tempo e que ainda não tinham sido publicados no poetaporkedeusker. Já deixei um comentário no teu belíssimo poema.
EliminarQuanto ao Eduardo, a Idalina disse-me que ele está benzinho, dentro do problema que tem, claro. É bem possível que ele não consiga vir aos blogs, sabes... exigem mais, em termos de escrita, do que uns meros cumprimentos noutros formatos.
Mas eu hoje estou aqui e ali... :)) quando leres o comment do Prosa Poética, vais perceber!
Bjo!